A Mente por Trás das Compras Compulsivas
- Karla Nascimento
- 25 de set. de 2024
- 2 min de leitura

A compulsão por compras vai além da mera aquisição de bens; é um comportamento profundamente enraizado em necessidades emocionais e psíquicas. Na visão psicanalítica, esse impulso é frequentemente interpretado como uma tentativa de preencher lacunas emocionais ou de lidar com conflitos internos.
Freud sugeria que nossos comportamentos impulsivos, como a compulsão por compras, podem ser sintomas de desejos reprimidos e conflitos não resolvidos. Para ele, o ato de comprar pode servir como uma forma de gratificação imediata que momentaneamente alivia a tensão interna e a ansiedade.
Já para Melanie Klein, as compras compulsivas podem refletir uma busca inconsciente por satisfação e controle. O consumo excessivo de bens pode ser visto como uma tentativa de lidar com sentimentos de falta ou insegurança. Através da aquisição, o indivíduo pode tentar compensar uma sensação de insuficiência ou de inadequação que não é facilmente identificável.
Além disso, a teoria das relações objetais, desenvolvida por psicanalistas como Donald Winnicott, pode oferecer insights sobre a compulsão por compras. Segundo essa teoria, o comportamento compulsivo pode ser uma maneira de buscar uma sensação de completude ou de reafirmar um sentido de identidade, muitas vezes influenciado pela forma como o indivíduo se relaciona com os outros e com os objetos.
Explorar essas dimensões psíquicas pode ajudar a entender a compulsão por compras não apenas como um problema de comportamento, mas como um reflexo de dinâmicas internas complexas. Compreender esses aspectos pode ser o primeiro passo para encontrar formas mais saudáveis de lidar com as emoções e as necessidades profundas que impulsionam o comportamento compulsivo.
Se você se reconhece nesses padrões e busca um caminho para a transformação, não perca os próximos posts em nosso blog, onde exploraremos mais sobre como a psicanálise pode ajudar a entender e superar a compulsão por compras.



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