
Angústia, afeto que não engana.” Lacan
- Katia Hennemann
- 13 de ago. de 2024
- 2 min de leitura

A angústia, essa sensação intensa e muitas vezes esmagadora, pode se expressar através de sintomas corporais — o que a psicologia denomina de "psicossomatização". Quando o corpo manifesta dores, insônias, palpitações, entre outros, ele está comunicando algo que a mente talvez não consiga verbalizar ou compreender plenamente.
O corpo, ao codificar esses sintomas, está dando um sinal de alerta.
Algo dentro de nós não está em harmonia, e esses sintomas são a forma como o corpo tenta chamar a nossa atenção para essa dissonância. É como se o corpo dissesse aquilo que as palavras não conseguem.
As manifestações físicas são, muitas vezes, o reflexo de emoções reprimidas, medos não resolvidos, ou conflitos internos que precisam de ser reconhecidos e trabalhados.
Desmontar esses sintomas, ou seja, compreender o que realmente os causa, é um processo que requer auto-reflexão e, muitas vezes, ajuda profissional. É necessário subverter o sintoma para chegar à raiz do problema, entender o que a nossa psiquê está tentando comunicar e, assim, começar o processo de cura.
Quando a angústia atinge um nível onde interfere significativamente na vida diária de uma pessoa, pode ser um sinal de que é necessário buscar ajuda.
A pessoa que busca por ajuda psicanalítica, está à procura de uma forma profunda de compreensão e alívio dos seus sentimentos.
A psicanálise, desenvolvida por Sigmund Freud, é uma abordagem terapêutica que busca explorar os processos inconscientes da mente, que muitas vezes estão na raiz de emoções como a angústia.
A angústia pode ser debilitante, mas através da psicanálise, é possível encontrar não apenas alívio, mas também uma compreensão mais profunda de si mesmo, levando a uma vida mais equilibrada e satisfatória.
A vida é mesmo assim. Quando não estamos bem, precisamos agir, precisamos ir em busca dessa compreensão e equilíbrio, para que possamos viver de forma mais plena e saudável.



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